Legitimidade
De onde vem o direito de mandar?
A fonte da autoridade política: transcendência, tradição, contrato, consentimento ou vontade coletiva.

Atlas das convicções políticas
Além do plano cartesiano: seis camadas, treze dimensões, uma árvore genealógica de sessenta linhagens e uma leitura filosófica daquilo em que você realmente acredita.
Proêmio
O Political Compass e seus derivados continuam sendo o melhor ponto de partida para comparar posições políticas. Mas seus eixos — econômico, de autoridade e, às vezes, cultural — são superficiais e raramente independentes. Misturam dimensões que deveriam ser separadas e deixam de fora as camadas mais profundas: a fonte da legitimidade, a ontologia social, a epistemologia, a escala institucional preferida.
Perguntas que forçam dicotomias contemporâneas e pressupõem o Estado como arena única produzem classificações de baixa resolução. O ORDVS nasce para distinguir o que se deseja do modo como se pretende legitimá-lo — e para tratar posições híbridas, meta-posições e tensões internas como informação, não como ruído.
Do plano ao atlas
Arquitetura
Cada camada interroga um fundamento distinto da convicção política. Juntas, compõem um mapa que nenhum plano cartesiano pode conter.
De onde vem o direito de mandar?
A fonte da autoridade política: transcendência, tradição, contrato, consentimento ou vontade coletiva.
Quem é o sujeito da política?
O sujeito político prioritário — indivíduo, família, comunidade, nação, classe — e a natureza humana que se supõe.
O que se deseja, e como se chega lá?
Separa a preferência substantiva (o arranjo desejado) do caráter do arranjo (voluntário ou imposto).
Que moral sustenta a vida em comum?
A relação com tradição e progresso, e o grau de pluralismo moral que a ordem pública admite.
Em que tamanho, com quanto poder?
A escala institucional preferida — do local ao universal — e a amplitude do poder coercitivo.
Como sabemos o que é justo?
Onde reside o conhecimento relevante e quais critérios justificam uma escolha política.
Procedimento
Começa pelas premissas, ramifica-se onde há ambiguidade e termina numa leitura em linguagem natural.
Trinta e uma questões de alto nível — escalas e escolhas de até seis alternativas — sobre os fundamentos da autoridade, do sujeito e do saber.
Suas premissas abrem as três casas mais próximas. Escolhida a porta, cada bifurcação separa tradições vizinhas até uma de sessenta linhagens.
Um perfil multidimensional com interpretação das camadas, coerências, inconsistências, famílias afins, meta-posições e cenários alternativos.
O resultado
Ao final, você recebe seu perfil em treze raios, um brasão gerado a partir das suas convicções e a leitura de cada camada.
Brasão de um perfil de exemplo
Famílias afins
“Tradicionalista subsidiário de método voluntário” — exemplo de leitura sintética.
Galeria das bandeiras
Do legitimismo ao anarcocomunismo, da teocracia ao panarquismo: cada tradição é situada nas mesmas treze dimensões — e comparada com você.
Cerca de quinze minutos. Nenhum cadastro. Seu resultado fica com você.
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